Acompanhando as ações estaduais para enfrentamento à pandemia, a prefeitura de Tucano publicou, hoje (01), o Decreto nº 131 no Diário Oficial do Município. O documento amplia os prazos e adequa as medidas adotadas nas últimas semanas para controle do avanço da Covid-19.

Os serviços não essenciais seguem suspensos até as 05h de quarta-feira (03), assim como os banhos públicos nas praças de Caldas do Jorro e Jorrinho. Apenas serviços ligados à saúde pública e venda de alimentos estão autorizados a funcionar até o horário mencionado. Em relação à feira livre, fica autorizada a realização exclusivamente para a venda de produtos alimentícios.

O toque de recolher também teve o período de tempo estendido. Até o dia 08 de março, a circulação e/ou permanência noturna em qualquer via pública está proibida das 20h às 05h. Outra alteração trazida pelo documento é quanto ao funcionamento de bares, restaurantes e afins. Esses estabelecimentos poderão funcionar apenas de portas fechadas, na modalidade delivery, até às 00h.

“Sabemos que todas essas medidas afetam diretamente a situação financeira de um setor tão importante para a nossa economia, que é o comércio. No entanto, a realidade que o Coronavírus tem imposto em Tucano faz com que precisemos manter tais medidas, em função da saúde coletiva” afirma o prefeito, Ricardo Maia Filho.

O gestor reforça ainda, que quaisquer atividades sociais que gerem aglomeração estão proibidas, tais como eventos, atividades religiosas, políticas, esportivas (amadoras e profissionais), entre outras.

Índices

De acordo com as informações publicadas na página exclusiva sobre a pandemia, atualmente Tucano está com 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na UPA Covod-19, em Caldas do Jorro. São 118 casos ativos, 62 suspeitos e 180 monitorados.

Para o Diretor Municipal de Saúde, Victor Manoel Dias, o atual cenário da Covid-19 é preocupante, não só em Tucano, como na capital. “Salvador tem negado a transferência de pacientes de outras cidades por conta da alta taxa de ocupação dos leitos de UTI. Nós, aqui, controlamos o quadro do paciente, mas em casos mais críticos é preciso fazer a regulação – não só para a capital, como também para outros municípios. Se ele não consegue um leito para dar continuidade ao tratamento, sua luta se torna ainda mais difícil”, explica.

“A Bahia vive o momento mais grave da pandemia. Precisamos agir, mais do que nunca, contra a disseminação da doença, que vem em um movimento crescente em todo o estado. O uso de máscara é indispensável, assim como a higiene das mãos e o uso de álcool em gel frequente. É o mínimo que podemos fazer para cuidar da nossa saúde e da saúde do outro”, reforça a Secretária Municipal de Saúde, Denise Correia.

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